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[Review] Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas


A Nintendo jamais lançará seus jogos para o iOS, mas felizmente existem algumas desenvolvedores criativas e corajosas o bastante para lançar títulos bem legais, e um bom exemplo disso é o jogo Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas desenvolvido pela FDG Entertainment. Embora sua inspiração vinda de Zelda seja nítida, o jogo impressiona pela sua qualidade, originalidade e boa história.

Em Oceanhorn você joga como um jovem garoto que sai numa busca para encontrar o seu pai  que desapareceu misteriosamente, deixando apenas uma carta e um colar mágico. A partir daí você terá de realizar diversas tarefas para salvar o reino de Arcadia,que é cercado por magia e tecnologia.


O que mais impressiona são os gráficos, muito bem trabalhados, coloridos e com cenários diversificados. Utilizando cenários isométricos em três dimensões, desde uma simples cidade quanto uma tumba parecem verdadeiros labirintos com muita exploração.

Em cada ilha existem muitos inimigos, e para enfrentá-los você tem uma espada e um escudo que são as armas básicas do jogo. Conforme você progride você recebe bombas, arco e flecha e até uma magia de vento. Além disso você pode agarrar objetos de cenário, como vasos, garrafas, pedras e galhos de árvore e arremessar nos inimigos também.


Os controles do jogo funcionam muito bem, com um botão virtual para atacar, outro para usar o escudo ou outro item, e um analógico virtual para movimentar o personagem. Se preferir é possível tocar em um ponto determinado do cenário para fazer o personagem se mover até lá. 

O único ponto negativo dos controles é que para trocar de itens é necessário tocar num botão e então escolher qual item queira usar. Isso durante os combates atrapalha um pouco e quebra o ritmo, pois se houvesse uma forma mais rápida e intuitiva para trocar de itens seria bem melhor.


Oceanhorn também preza a exploração, pois constantemente você terá de resolver diversos quebra-cabeças para liberar novas áreas, alcançar baús escondidos com tesouros e encontrar chaves para abrir portões. A maioria envolve empurrar caixas para formar uma passagem, colocar uma caixa sobre determinado local para liberar uma nova passagem ou acionar botões.

Além dos inimigos tradicionais, durante algumas fases você terá de enfrentar um chefão. Além de serem grandes, cada um deles exige uma estratégia diferente para ser vencido, proporcionando bastante desafio e diversão. Outro ponto positivo é a longevidade do jogo que chega a ser mais de 10 horas, sem contar as diversas missões extras opcionais.


Para explorar a ilha você conta com um barco que permite levá-lo para qualquer lugar do mapa a qualquer momento. Após você ganhar uma arma de sementes em todas as suas navegações você encontrará inimigos, caixas com itens e bombas, sendo que todos podem ser destruídos com essa nova arma. As destruir caixas e inimigos você pode receber moedas que podem ser utilizadas para adquirir itens, e a cada oponente derrotado você recebe pontos de experiência.

Ao acumular uma certa quantidade de pontos de experiência você sobe de nível, que consequentemente melhora algumas de suas habilidades também. Em alguns momentos você poderá ficar preso no jogo se não prestar muita atenção nos diálogos e cenas, pois nem sempre fica claro para onde deve ir. A falta de um tutorial também pode complicar um pouco a vida dos jogadores mais leigos.


Apesar de alguns probleminhas e sua forte inspiração em Zelda, Oceanhorn se mostra original trazendo uma história empolgante, excelentes cenários com um ótimo visual e boa jogabilidade que acaba sendo viciante. Você tem total liberdade para explorar as ilhas do jogo quando e como quiser, e poucos jogos oferecem isso. Não importa se você está atrás de uma boa aventura ou simplesmente é fã de Zelda, Oceanhorn é compra obrigatória e um dos melhores jogos para o iOS já lançados.
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